terça-feira, 31 de julho de 2012

Isabel de Castro


ISABEL DE CASTRO A PROTAGONISTA DO FILME "FOGO"

Blogue de pauloborges :OS ANOS DE OURO DO CINEMA PORTUGUÊS, ISABEL DE CASTRO A PROTAGONISTA DO FILME 'FOGO'
Isabel de Castro, aliás Isabel Maria Bastos Osório de Oliveira, de seu nome completo, nasce em Lisboa a 1 de Agosto de 1931. Frequenta a Escola da Câmara do Castelo, bairro onde nasceu. Mais tarde após terminar a instrução primária, ingressa no Liceu D. Filipa de Lencastre. Desde novinha sentia uma enorme atracão pelo cinema e pelo teatro, por isso não faltava nenhum domingo ao cinema do bairro onde vivia. Os seus pais também a levavam regularmente a ver as peças infantis do Teatro Nacional D. Maria II, onde Isabel de Castro assistia às representações, verdadeiramente extasiada. Por isso, o seu sonho passou a ser em tornar-se actriz. Outra das suas paixões era a dança. Por isso utilizava os fatos que a mãe, a cantora Raquel Bastos, vestia para as suas actuações no Coliseu, e dançava ao som dos ritmos musicais do aparelho da telefonia. Mas apesar do seu desejo pelo mundo das artes, os seus pais não concordavam muito com essas ideias. Os seus sonhos tornaram-se realidade, quando certo dia, quando menos esperava, deparou-se-lhe numa revista a tão desejada possibilidade. Tratava-se de um anúncio dum concurso cinematográfico, realizado pela revista «EVA», destinado a raparigas entre os quinze e vinte anos para entrarem no filme «Ladrão Precisa-se». Era como um apelo imperioso do destino. Mas o que acontece é que a jovem Isabel tinha apenas 13 anos, e como tal, a sua idade não lhe dava entrada na competição. O desejo de se tornar actriz era tão forte, que a pequenita mentiu, mas uma mentira perdoável. Afirmou ter 14 anos e como tal, permitiram-lhe entrar no concurso. Dias depois, é chamada para prestar uma série de provas, findas as quais, é lhe pedido para aguardar a resposta. A resposta não tardou a chegar. Recebe dias depois a resposta pelo correio, onde dizia: “Faça o favor de apresentar-se no «Estúdio» sexta-feira, dia 3, a fim de tomar parte na filmagem de uma cena.”
E foi assim que Isabel de Castro se estreou no cinema, desempenhando um pequeno papel no filme de Jorge Brum do Canto, «Ladrão, Precisa-se».

Alice Vieira


Alice Vieira (1943)

Alice de Jesus Vieira Vassalo Pereira da Fonseca nasceu a 20 de Março de 1943 em Lisboa. Por imposição familiar, só aos 10 anos é que começou a ir à escola, tendo vivido quase toda a infância rodeada de adultos. Frequentou o Liceu Filipa de Lencastre e licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa, tendo começado a sua carreira de jornalista em 1969. Colaborou com o Diário de Lisboa, o Diário Popular e o Diário de Notícias, onde dirigiu o suplemento infantil Catraio. Em 1964 editou o seu primeiro livro de poesia, intitulado De estarmos vivos. Em 1979 publicou o seu primeiro livro infanto-juvenil, Rosa, Minha Irmã Rosa, escrito para os seus filhos, que arrebatou logo o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança. Desde então não parou mais e desde 1990 que se dedica apenas à literatura, tendo já editado cerca de 50 títulos.
Entre os prémio mais importantes que recebeu, contam-se o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil de 1983, por Este Rei que Eu Escolhi, e o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra, de 1994. Foi indicada por várias vezes como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen e ao Astrid Lindgren Memorial Award.

Outra Antiga Aluna


Maria de Lourdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo nasceu em Abrantes a 18 de Janeiro de 1930 e morreu em Lisboa a 10 de Julho de 2004, foi engenheira química, dirigente eclesial e política. Foi a única mulher que desempenhou o cargo de primeiro-ministro em Portugal, tendo chefiado o V Governo Constitucional, em funções de Julho de 1979 a Janeiro de 1980. Foi também a segunda mulher primeiro-ministro em toda a Europa, dois meses depois da tomada de posse de Margaret Thatcher.

Maria de Lurdes Pintasilgo nasceu na freguesia de São João, Abrantes, filha de Jaime de Matos Pintasilgo (1897-1959), empresário ligado à indústria de lanifícios da Covilhã, e Amélia do Carmo Ruivo da Silva Matos Pintasilgo (1899-1982), doméstica. Cresceu numa família alargada, não cristã, agnóstica. Em 1933, nasceu o segundo filho do casal, José Manuel Matos Ruivo da Silva Pintasilgo. José Manuel enveredou pelo jornalismo. Casou com Maria dos Prazeres tendo falecido em 1985, sem deixar descendentes. Em 1937, a família de Maria de Lourdes Pintasilgo abandonou Abrantes e instalou-se em Lisboa. Maria de Lourdes realizou a instrução primária numa escola particular da Av. Almirante Reis, o"Colégio Garrett". Em 1940, ingressou no "Liceu D. Filipa de Lencastre". Terminou em 1947 o curso secundário como melhor aluna do liceu, por dois anos consecutivos obteve o Prémio Nacional.

Em 1953, com 23 anos, licenciou-se em Engenharia Químico-Industrial, pelo "Instituto Superior Técnico de Lisboa", numa época em que eram poucas as mulheres que enveredavam pela área da engenharia. Entre os 250 alunos do seu curso, apenas 3 eram mulheres. Iniciou a sua carreira profissional, em 1953, como investigadora na "Junta Nacional de Energia Nuclear", e em 1954, foi nomeada chefe de serviço no Departamento de Investigação e Desenvolvimento da Companhia União Fabril (CUF), que aceitou pela primeira vez uma mulher nos seus quadros técnicos superiores. Em 1957, depois de uma passagem pelos Estados Unidos da América, fundou em Portugal, com Teresa Santa Clara Gomes, o movimento internacional "Graal". Em 1969 recusou o convite do presidente do Conselho, Marcelo Caetano, para integrar a lista de deputados à Assembleia Nacional. Depois da revolução do 25 de Abril de 1974, foi nomeada secretária de Estado da Segurança Social no I Governo Provisório. Ocupou como ministra a pasta dos Assuntos Sociais nos II e III Governos Provisórios, e em 1975 foi nomeada embaixadora junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura ali permanecendo durante quatro anos. Foi depois eleita como membro do Conselho Executivo da UNESCO, por proposta dos países ocidentais, durante a Conferência Geral de 1976, realizada em Nairobi, pelo reconhecimento das suas capacidades na resolução de problemas difíceis e pelo seu conhecimento profundo em matérias como ciência, educação e cultura.

Antiga Aluna


1930 – Nasce, em 7 de Julho, em Ribeirão Preto, no Brasil, onde os seus pais viviam então, sendo a mais nova de quatro irmãos.
1938 – Morte repentina do pai, cuja falta sentirá profundamente, sobretudo durante a infância e a adolescência.

1939 – Entra para o Colégio Académico, em Lisboa, onde faz a 3ª e a 4ª classes.
1941 – Ingressa no Liceu D. Filipa de Lencastre, onde permanece até completar o antigo 5º ano do liceu.
1946 – Inicia actividade como escriturária, primeiro na Junta Nacional da Cortiça e depois na Federação das Caixas de Previdência / Habitações Económicas.
Primeiro casamento que terminará com divórcio em 1950.
1951 – Casa com Nuno Teotónio Pereira, do qual vem a ter três filhos: Luísa, Miguel e Helena. A quarta, que deveria chamar-se Catarina, morreu pouco antes do parto.
1956 – Converte-se ao catolicismo.
1958 – Desde a campanha de Humberto Delgado e, de um modo muito especial a partir de 1963, teve uma actividade política muito intensa e ininterrupta.
1963 – Publica o livro de poemas Mão Aberta (*) e lança a colecção juvenilNosso Mundo.
1969 – É uma das grandes impulsionadoras da criação da CNSPP (Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos).
1970 – Início de nova gravidez, com imposição de repouso absoluto.
1971 – Depois de alguns dias de internamento hospitalar, sofre um edema pulmonar agudo, do qual resulta a morte de Catarina. No dia 23 de Abril, novo edema e morte de Natália durante o parto.    

quinta-feira, 7 de junho de 2012

DA MINHA NOVA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE FOTOGRAFIA

Acabei de chegar da inauguração da minha nova exposição individual de fotografia. Entre as 9 da noite e a 1 da manhã passaram por lá mais de 500 familiares, amigos, conhecidos, artistas, cinéfilos, e etc e tal. Ficarão para sempre ligados a um dos mais importantes dias da minha vida. Não tenho mais palavras. Bem-hajam!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

MAIS UM LUGAR NA REDE

Convido todos os «filipados» a porem nos seus favoritos o meu website que está a ser construído pela Oficina do Site.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um Santo e Feliz Natal para os eternos Amigos do Filipa e suas Famílias

O Menino Jesus Salvador do Mundo, 1673
JOSEFA DE ÓBIDOS (1630 — 1684)
Óleo sobre Tela, 95 x 116,5 cm
Igreja Matriz de Cascais

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1.º de Dezembro de 1640


Dia da Restauração da Independência Nacional.

Enquanto houver Portugueses,
o 1.º de Dezembro
será sempre evocado!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

750 anos D. Dinis - Jantar Concerto.

Numa organização onde estão envolvidos vários ex-filipados e onde mais ainda têm marcado presença assídua nas várias iniciativas respeitantes às comemorações dos 750 anos, vimos agora convidar todos a marcarem presença no Jantar de encerramento de Outubro-Mês de D.Dinis.

Todas as informações podem ser vistas aqui e as reservas deverão ser feitas para pensarodivelas@gmail.com, o preço de cada jantar é 20.00 Euros.

domingo, 2 de outubro de 2011

750 anos do Rei D. Dinis.


Este foi um dos muitos Reis que aprendemos a conhecer nas nossas aulas de História e a importância do seu reinado, apesar de já terem passado uns anos, ainda não esquecemos. Contudo, porque este mês comemora-se os 750 anos do seu nascimento, estou a organizar em conjunto com um grupo de pessoas,  na qual se encontram mais uns "filipados", uma série de iniciativas, para as quais estão todos convidados.

Destaco a Conferência, onde uma série de oradores de elevada categoria nos vão dar mais uns ensinamentos e o jantar de dia 28.

Um abraço a todos e beijinhos a todas.

Á volta do Filipa

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

NA HORA DA MORTE DE UM AMIGO

Morreu o meu mais antigo e maior amigo do Liceu.
Conhecemo-nos aos 12 anos e logo fundámos uma amizade baseada no Eça, no Woody Allen, no Rock, em mais dois ou três pilares essenciais, e outras tantas coisas boas desta vida. Além disso, partilhava com ele — como com mais ninguém — um sentido de humor muito nosso. Temos também em comum extraordinárias histórias que vivemos em conjunto. Aliás, contadas ninguém acredita. O Duarte Nunes de Almeida era daquelas especialíssimas pessoas a quem ninguém conseguia ficar indiferente. Possuía uma inteligência brilhante, uma sensibilidade apurada e um requintado bom-gosto. Amava as mulheres e tudo o que de bom havia neste mundo. Era, ainda, uma força da Natureza. Por estas e por outras, viverá para sempre na memória de quem teve o privilégio de com ele conviver.
Por mim, agradeço-te todos os inesquecíveis momentos que tivemos, Duarte. Até sempre. Deus te guarde.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Duarte Nunes de Almeida - 1966-2011


UM GRANDE AMIGO,
UM GRANDE COMPANHEIRO,
UM GRANDE "FILIPADO",
UM DE NÓS.



ATÉ SEMPRE (PARA O DUARTE NUNES DE ALMEIDA)

Laura Harring e Naomi Watts em Mulholland Drive (2001) de David Lynch


CAMINHADA EM ABERTO OU ESTRADA SEM FIM À VISTA


Este postal ilustrado aqui publicado com uma morena e uma loira deve ser visto e revisto com ajuda de um manual de instruções para abertura de caixas azuis que podem tornar-se de pandora sem mais nem menos nem demora e à mesma velocidade da troca de identidades ou de cores de cabelos na roda que roda da vida aparentemente tranquila mas que subitamente dispara e já não pára enquanto dura a música planante que vem de outro planeta à velocidade da luz que ilumina esta bela cena e projecta sombras lá para onde se escondem terríveis seres lunares ou só a continuação do nosso inacessível lado obscuro habitado por um inconfessável objecto de desejo e antes que se gaste a tinta ou que rebentem as teclas sob o meu violento martelar cadenciado vou parar se conseguir pois o balanço é muito e a memória que foi quase toda gasta na recordação desta história já não dá sinal do local dos travões para abrandar esta nave lançada em alta aceleração rasgando as trevas nocturnas com clarões sensuais próprios das melhores tempestades da cidade dos sonhos e por isso isto quedar-se-á apenas por falta de gás não sem antes dizer que esta conversa toda vai direitinha para quem a conseguir apanhar mas aviso já previamente que é recomendada principalmente a jogadores e reconstrutores de puzzles e conhecedores e manipuladores do subconsciente e assim sendo dirige-se muito especialmente de mim para o Duarte Nunes de Almeida.


Nota: Porque me faltam as palavras, republico este postal que escrevi no Eternas Saudades do Futuro em 30.03.2007.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Porque hoje é quarta


É dia de cinema no primeiro canal! Grandes fitas que passavam!

E como filmes daqueles já não há, agora é mais ficção de pastilhas elásticas, concursos para mentecaptos e afins relembro um bom filme para esse público.
Um série de maus filmes, a roçar mesmo o péssimo, mas com muita pancadaria e estupidez. Que gosto que era ver um destes filmes no Monumental, ou no Roma, no Império ou mesmo no Eden! E passar vezes sem conta em frente aos enormes cartazes pintados à mão! Tudo com calma e com tempo!

terça-feira, 28 de junho de 2011

À volta do tempo

Eu escrevi cartas de amor.

A saudade apertava e o espaço que nos distanciava não era possível de ser ultrapassado.
Assim, parava e atirava para dentro de uma folha de papel aquilo que me apertava na alma. E, durante esse tempo, vivia a emoção de estar perto, senão mesmo, ali ao lado.
Todos os dias úteis vivia também a emoção da hora do carteiro. Haveria novidade? Uma carta?

Hoje não escrevo cartas. E as que recebo são, regra geral, recibos de contas pagas.

Agora, quando a vontade acontece, telefono, envio um sms ou mando um e-mail.

O tempo da saudade ficou mais curto.
Será que a Saudade passou a saudadinha?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011